domingo, 20 de fevereiro de 2011
Um rosto de pedra assoma e mais além cresce
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
E em todo o caso ao chegar chovia
Terei sido atormentando por movimentos que de ida e volta me recordaram a adolescência. E depois, depois, nem sequer procurei a broa de Avintes para acompanhar a memória de um frango de churrasco da Furna, com bichas intermináveis. Vindo de Leça e sabe–se lá mais de onde, exauri uns quantos pensamentos junto ao parque biológico de Avintes, mais conhecido como parque biológico de Gaia, mas aí, claramente, já só mastigava afazeres.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
O caminho inexorável
Em viagem, por vezes, tudo nos é arremessado num momento. A natureza, sem pejo, projecta-se indiferente aos nossos anseios, recordando-nos o caminho infalível até ao nada: a beleza da jornada.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Às segundas quase adormeço
Algures em Avioso S. Pedro, Maia, (14-02-11)
Pânico? Algures fica o ISMAI. O mais interessante é toda a área circundante: campos; urbanizações; estradas/ruas; e, claro, o metro. De passagem, lentamente absorvi a chuva nesta amálgama com todas as saídas e mais algumas. Ao certo, a manhã tornou-se enternecedora, quando me refugiei, por momentos, num gabinete de trabalho. Era segunda-feira de todas as dores.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Ontem observando as "escadas para o céu"
Rua Dr. Roberto Alves, Santa Maria da Feira, (12-02-11)
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Perto do mar
Rua Óscar da Silva, Leça da Palmeira - antiga conserveira - (10-02-11)
Haverá uma certa beleza nisto tudo. Comi uma sandes a correr, já muito almoço tardio, perto da empresa Ramirez, a do atum da nossa imaginação, recordando-me que este povo de mundos sem mundo, é um pioneiro/artista da conservação, seja em enlatados, seja na salga/cura do bacalhau, entre outros. Falta-nos, talvez, um Melville (ou um Sebald, já agora) não apenas para contar a história, mas para vivê-la ou compreendê-la. Apesar disso, um desleixo de rapina preside aos nossos espaços, antigos e novos, notório a cada trecho e preenchendo cada interstício até ao limite do desatino.
A rua Óscar da Silva em Leça da Palmeira/Parafita, é um bom exemplo disso.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Restos de interior a fechar nos mercados
Antes de mais, recordo um fim-de-semana [muito] longínquo: borrego assado em fogão a lenha com direito a miolos à moda da casa amiga; licor de qualquer coisa, entre vários licores. E Joy Division, algures num bar rasca, com jukebox a mediar a noute. Ah!, e uma feira regional, com direito a prova de vinhos.
Desta passagem posterior, a actualizar, retive alguns destroços, derrapagens de um tempo cada vez mais moderno e solitário.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Estrangeiro
Quando parei junto à ponte vindo, por um imprevisto sóbrio, de Avintes, enamorei-me por uma casa que julgo ser do século XIX. Apeteceu-me pular para dentro do seu espaço arruinado e ao mesmo tempo infalível na sua memória aparente, qual Meursault supostamente existencial do “O Estrangeiro”, de Camus, quando este se arroja para o caminhão
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Viagem ao centro de um vidrão
Carecemos, com efeito, de um Carnão, para atirar lá para dentro alguns nossos correligionários, ou apenas deixá-los à porta…
sábado, 5 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Um gajo simples
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O Porto em miniaturas
Porto, Rua antónio Enes - 02-02-11
Olha: carros e ainda pequenas ruas que se cruzam, objectivamente magras e submissas a todos os devaneios. Retenho, quase sempre, o café Enes, ali numa esquina. Um espaço de singular contacto com (todos) os jornais desportivos, velhinho na sua sordidez de bairro, onde se adivinha um andar para baixo.
Um cão dormia descansado na arca dos gelados(?), muito perto de um depósito de prateleiras atrás do balcão, repleto de imagens, garrafas, copos e afins onde, quase lá em cima, uma colecção de miniaturas de moinhos e máquinas de café conspiram com o nosso olhar. A malta senta-se sempre virada para a porta. Prefiro o balcão, onde o diabo certamente as tece…
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Restos de 2010 com neve
Em Novembro de 2010 também esteve frio e neve: lembram-se?... A caminho de Seia, supostamente já em rota turística, deparamo-nos com algumas misérias e abandonos que polvilham as nossas andanças. Com efeito imediato, a mesma uniformidade escolta-nos a cada passo: cafés e restaurantes com roupagens semelhantes a todos os outros; pequenas ruínas industriais; campos e florestas sem definição. Casas antigas esquecidas com as sebes a servir de armadura.
A espaços, uma reminiscência inútil vota-nos a ao silêncio.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Borra de café e um silêncio mal cozinhado
domingo, 30 de janeiro de 2011
Restos de 2010 a Sul
Apesar de tudo um aroma a mar: além, a Oeste, fica Sines, a cidade planeada permanentemente adiada. O porto estratégico, a solução industrial. Debalde.
Fiquei-me por Santiago. Enquanto aguardava que o trabalho me devolvesse à contramão da vida, vagueei primeiro pela parte mais recente da cidade, a que fica no sopé de um pequeno monte onde pontifica ainda o castelo e parte da cidade antiga. Rapidamente ficou demonstrado, pela quantidade de automóveis que subjugavam esta parte da cidade (e a outra também), que a modernidade assentou arraiais definitivos por estas bandas.
Na fuga que se seguiu em direcção ao castelo (cujas origens remontam ao século XII) e cidade antiga, pensei que talvez este tempo coalhasse os cérebros das pessoas, tornando-as simultaneamente vítimas e carrascos da ausência de memória e de um presente que julgam eterno e acabado: em suma, único.
Depois o telefone terá tocado: “Estou cá em cima” – lembro-me de ter respondido.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Restos: lá fora
CaixaForum Madrid, Outubro 2010
Previsível, geométrica, jovem. Nada de movida nem de má vida que não soubéssemos. O ruído do centro nocturno alertava-nos, a cada momento, para algo de pindérico, para não dizer bronco. E depois os museus e alguns parques como o do retiro. E depois a residência de estudantes que não visitamos, claro. O Salvador Dali em cada esquina inventada: e até numa exposição na CaixaForum com o Federico García Lorca.
Ainda assim, fumava-se em qualquer lado…
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Feridas profundas
Landim (V.N. de Famalicão) - Janeiro 2011
Fico sempre perplexo quando (ainda) percorro alguns concelhos do Minho, entre outros, claro está. Existem estradas que são vilas e estradas que são cidades. Corredores que trespassam os povoados sem princípio nem fim; delimitações javardas de supostas zonas industriais e arremessos de campo misturados com fancaria urbana. O espaço rural mitiga-se e apaga-se em encruzilhadas de bouças, ruelas e áreas comerciais avulso. Ao longe, uma agricultura recortada pela história do minifúndio e das famílias, com resmas de estufas a recordarem-nos que as estações se tornaram uma encruzilhada sem sentido.
Alguma beleza, e uma ferida profunda.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Do esqueleto maduro da memória que perdura na torrada e no chã matinal
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Périplo interrompido
Porto (perto da ponte do Freixo), Madrugada , 24-01-11
Leiria, Rua Acácio de Paiva (insigne poeta), 24-01-11
Anos atrás (alguns), passei três dias na cidade de Leiria, recordo-o agora, com o intuito de conhecer melhor a cidade e sobretudo o seu castelo e arrabaldes. Relembro sobretudo uma manhã de Sábado ou Domingo, já não sei, em que num passeio (com café) na Praça Rodrigues Lobo nos deparamos com uma pequena feira de velharias com livros à mistura, hoje muito em voga, segundo parece. Entre outros, adquiri (emocionado) os “ Princípios de Geografia Humana”, do Vidal de
domingo, 23 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
Restos de 2010
Em Pombal chovia. Depois de Matos da Ranha, suspirava-se por um almoço. “É por ali mesmo” – devo ter pensado. Da ementa um bacalhau espiritual esquecível e uma frase lateral: “Andam a mamar em nós”. Vale a pena pelo castelo .

Ao longo do caminho-de-ferro um vendaval de recordações assaltou-me. Gosto de estações de comboio e de apeadeiros, para que conste. Além, um condomínio fechado. Parece que havia um objectivo.
E depois o mar.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Um almoço corrido
Estava quase lá. E depois almocei um arroz de tomate sequíssimo com duas patelas de peixe frito a tiracolo. O palato esqueceu…




