Chega-se a Arganil, por exemplo, percorrendo o IP3 e a IC6, viagem de vista agradável e sempre radical no governo do veículo que nos transporta. Parece que as tropas napoleónicas andaram por aqui, o que se confirma pelo elevado número de ruínas que rodeiam a vila antiquíssima. Ali, o Mont’Alto chama-nos, enquanto percorremos com o olhar e o corpo, o Largo de Ribeiro de Campos, rodeado de casario antigo, com alguns exemplares belíssimos abandonados. Percorrendo as ruas estreitas acavaladas de casas, não pude deixar de pensar num centro histórico de uma cidade grande. Não havia dúvida, estava em Portugal. E aproximava-se a festa.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
Uma rua
Poderia ser das flores. Mas é apenas das tulipas. Não que se vislumbrem quaisquer indícios daquelas em geral ou destas em particular, para bem da minha rinite alérgica. Simplesmente um caos urbanístico, onde quintais e envergonhados campos se misturam com casas e prédios, muros, ruas e ruelas, sem oportunidade sequer de se poder olhar para cima. Recordo-me de pensar:”para onde raio foram as abelhas?”…
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O Porto em miniaturas
Porto, Rua antónio Enes - 02-02-11
Olha: carros e ainda pequenas ruas que se cruzam, objectivamente magras e submissas a todos os devaneios. Retenho, quase sempre, o café Enes, ali numa esquina. Um espaço de singular contacto com (todos) os jornais desportivos, velhinho na sua sordidez de bairro, onde se adivinha um andar para baixo.
Um cão dormia descansado na arca dos gelados(?), muito perto de um depósito de prateleiras atrás do balcão, repleto de imagens, garrafas, copos e afins onde, quase lá em cima, uma colecção de miniaturas de moinhos e máquinas de café conspiram com o nosso olhar. A malta senta-se sempre virada para a porta. Prefiro o balcão, onde o diabo certamente as tece…
