O seu gesto constituía uma maneira subtil de não esquecer que também se havia de transformar em pó. (Melville)
Mostrando postagens com marcador Santiago do Cacém. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santiago do Cacém. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de janeiro de 2011

Restos de 2010 a Sul

Santiago do Cacém: Março 2010

Santiago do Cacém: Março 2010.


Apesar de tudo um aroma a mar: além, a Oeste, fica Sines, a cidade planeada permanentemente adiada. O porto estratégico, a solução industrial. Debalde.
Fiquei-me por Santiago. Enquanto aguardava que o trabalho me devolvesse à contramão da vida, vagueei primeiro pela parte mais recente da cidade, a que fica no sopé de um pequeno monte onde pontifica ainda o castelo e parte da cidade antiga. Rapidamente ficou demonstrado, pela quantidade de automóveis que subjugavam esta parte da cidade (e a outra também), que a modernidade assentou arraiais definitivos por estas bandas.
Na fuga que se seguiu em direcção ao castelo (cujas origens remontam ao século XII) e cidade antiga, pensei que talvez este tempo coalhasse os cérebros das pessoas, tornando-as simultaneamente vítimas e carrascos da ausência de memória e de um presente que julgam eterno e acabado: em suma, único.
Depois o telefone terá tocado: “Estou cá em cima” – lembro-me de ter respondido.