Aqui estou, bem no cimo do Monte do Pilar, quase deitado no – supostamente - maior monólito granítico de Portugal. Um santuário substituiu no séc.XVIII parte do castelo, alimentando-se da sua pedra. Preferiríamos o castelo todo, e mais houvesse. Entretanto, respira-se bem, entre pensamentos elevados e duas ou três famílias passeantes, onde o decoro minhoto se traduz em relações familiares de enlevado carinho: “olha-me aquele filho-da-puta, que não para quieto”- dizia a avó visivelmente orgulhosa sobre o traquina do neto…
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domingo, 12 de junho de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
O falcão no interior de nós
Inesquecível observar o Castelo do parque da Trincheira. Imperdível uma visita ao castelo com as suas torres e o casario que o rodeiam, com vista para a Serra da Marofa. E depois o ar, o espaço aberto. A calmaria. Além fica Espanha, e por perto, Almeida, Trancoso, Guarda. Imperdoável, o esquecimento.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Ontem observando as "escadas para o céu"
Rua Dr. Roberto Alves, Santa Maria da Feira, (12-02-11)
Ao chegarmos à cidade, perto do centro histórico, podemos ler, escrito na fachada de um edifício, “Escadas Para o Céu”, recordando-nos, talvez, a vocação religiosa destas terras facilmente observável nos seus mosteiros, conventos e igrejas, e em não menor grau de importância, na sua doçaria. Lá em cima, num caminho, quem sabe, também para o céu, fica o castelo da Feira onde parece que se paga 3 euros por uma visita. Este cruzar religioso e militar, assenta num outro cruzar bem antigo, de caminhos e de passagem, facto que ainda hoje se pode aferir. O lugar, está acompanhado de perto pelo Europarque e Visionarium, por exemplo, e até já teve direito a música, não se tratando, por acaso, do apropriado “Stairway To Heaven” dos Led Zeppelin, mas sim de um tema do senhor Devendra Banhart, que já tocou nestas paragens e que é mais ou menos assim:
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domingo, 30 de janeiro de 2011
Restos de 2010 a Sul
Santiago do Cacém: Março 2010.
Apesar de tudo um aroma a mar: além, a Oeste, fica Sines, a cidade planeada permanentemente adiada. O porto estratégico, a solução industrial. Debalde.
Fiquei-me por Santiago. Enquanto aguardava que o trabalho me devolvesse à contramão da vida, vagueei primeiro pela parte mais recente da cidade, a que fica no sopé de um pequeno monte onde pontifica ainda o castelo e parte da cidade antiga. Rapidamente ficou demonstrado, pela quantidade de automóveis que subjugavam esta parte da cidade (e a outra também), que a modernidade assentou arraiais definitivos por estas bandas.
Na fuga que se seguiu em direcção ao castelo (cujas origens remontam ao século XII) e cidade antiga, pensei que talvez este tempo coalhasse os cérebros das pessoas, tornando-as simultaneamente vítimas e carrascos da ausência de memória e de um presente que julgam eterno e acabado: em suma, único.
Depois o telefone terá tocado: “Estou cá em cima” – lembro-me de ter respondido.
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sábado, 22 de janeiro de 2011
Restos de 2010
Em Pombal chovia. Depois de Matos da Ranha, suspirava-se por um almoço. “É por ali mesmo” – devo ter pensado. Da ementa um bacalhau espiritual esquecível e uma frase lateral: “Andam a mamar em nós”. Vale a pena pelo castelo .

Miramar: Dezembro de 2010
Ao longo do caminho-de-ferro um vendaval de recordações assaltou-me. Gosto de estações de comboio e de apeadeiros, para que conste. Além, um condomínio fechado. Parece que havia um objectivo.
E depois o mar.
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Pombal; V.N. de Gaia
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