O seu gesto constituía uma maneira subtil de não esquecer que também se havia de transformar em pó. (Melville)
Mostrando postagens com marcador Castelos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Castelos. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de junho de 2011

O 10 de Junho e as bandeiras dos nossos avós

Castelo de Lanhoso, (10-06-11)

Aqui estou, bem no cimo do Monte do Pilar, quase deitado no – supostamente - maior monólito granítico de Portugal. Um santuário substituiu no séc.XVIII parte do castelo, alimentando-se da sua pedra. Preferiríamos o castelo todo, e mais houvesse. Entretanto, respira-se bem, entre pensamentos elevados e duas ou três famílias passeantes, onde o decoro minhoto se traduz em relações familiares de enlevado carinho: “olha-me aquele filho-da-puta, que não para quieto”- dizia a avó visivelmente orgulhosa sobre o traquina do neto…

domingo, 1 de maio de 2011

O falcão no interior de nós

Pinhel ( 2010)

Inesquecível observar o Castelo do parque da Trincheira. Imperdível uma visita ao castelo com as suas torres e o casario que o rodeiam, com vista para a Serra da Marofa. E depois o ar, o espaço aberto. A calmaria. Além fica Espanha, e por perto, Almeida, Trancoso, Guarda. Imperdoável, o esquecimento.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ontem observando as "escadas para o céu"

Rua Dr. Roberto Alves, Santa Maria da Feira, (12-02-11)

Ao chegarmos à cidade, perto do centro histórico, podemos ler, escrito na fachada de um edifício, “Escadas Para o Céu”, recordando-nos, talvez, a vocação religiosa destas terras facilmente observável nos seus mosteiros, conventos e igrejas, e em não menor grau de importância, na sua doçaria. Lá em cima, num caminho, quem sabe, também para o céu, fica o castelo da Feira onde parece que se paga 3 euros por uma visita. Este cruzar religioso e militar, assenta num outro cruzar bem antigo, de caminhos e de passagem, facto que ainda hoje se pode aferir. O lugar, está acompanhado de perto pelo Europarque e Visionarium, por exemplo, e até já teve direito a música, não se tratando, por acaso, do apropriado “Stairway To Heaven” dos Led Zeppelin, mas sim de um tema do senhor Devendra Banhart, que já tocou nestas paragens e que é mais ou menos assim:

domingo, 30 de janeiro de 2011

Restos de 2010 a Sul

Santiago do Cacém: Março 2010

Santiago do Cacém: Março 2010.


Apesar de tudo um aroma a mar: além, a Oeste, fica Sines, a cidade planeada permanentemente adiada. O porto estratégico, a solução industrial. Debalde.
Fiquei-me por Santiago. Enquanto aguardava que o trabalho me devolvesse à contramão da vida, vagueei primeiro pela parte mais recente da cidade, a que fica no sopé de um pequeno monte onde pontifica ainda o castelo e parte da cidade antiga. Rapidamente ficou demonstrado, pela quantidade de automóveis que subjugavam esta parte da cidade (e a outra também), que a modernidade assentou arraiais definitivos por estas bandas.
Na fuga que se seguiu em direcção ao castelo (cujas origens remontam ao século XII) e cidade antiga, pensei que talvez este tempo coalhasse os cérebros das pessoas, tornando-as simultaneamente vítimas e carrascos da ausência de memória e de um presente que julgam eterno e acabado: em suma, único.
Depois o telefone terá tocado: “Estou cá em cima” – lembro-me de ter respondido.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Restos de 2010


Pombal, 30-12-10

Em Pombal chovia. Depois de Matos da Ranha, suspirava-se por um almoço. “É por ali mesmo” – devo ter pensado. Da ementa um bacalhau espiritual esquecível e uma frase lateral: “Andam a mamar em nós”. Vale a pena pelo castelo .



Miramar: Dezembro de 2010


Ao longo do caminho-de-ferro um vendaval de recordações assaltou-me. Gosto de estações de comboio e de apeadeiros, para que conste. Além, um condomínio fechado. Parece que havia um objectivo.

E depois o mar.