O seu gesto constituía uma maneira subtil de não esquecer que também se havia de transformar em pó. (Melville)
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domingo, 13 de março de 2011

Restos de 2010: a alegoria do património *

Bath, Sul de Inglaterra, Património da Humanidade (Julho de 2011)

Bath, olhando para baixo, (Julho 2010)

Bath é um local postiço, onde até se paga para entrar em certos jardins. O turismo massificado com máquina a tiracolo associado ao revivescer fantasmático, corrói o espírito de qualquer viajante que queira passear-se pelas suas ruas e deitar-se à sombra das suas magníficas e gigantescas árvores. Entretanto, antes disso andaram por lá os Romanos, a banhos. E depois, após um interregno em que até o banho das quartas terá sido abolido, voltaram os banhos a sério na época Georgiana, os spas e as brincadeiras junto à piscina. Desse tempo ficaram um conjunto magnífico de edifícios, que lhe conferem uma unidade arquitectónica interessante, resultante obviamente de uma planificação de conjunto. A aristocracia e a burguesia (que prosperava) devem ter agradecido.

* “Alegoria do Património”, também é uma obra de Françoise Choay, Edições 70.

sábado, 5 de março de 2011

Restos de 2010: amanhecer

São Victor, Braga (2010)

Recordo-o longinquamente como um amanhecer difícil cheio de beleza. A caminho do pão, mas posso estar equivocado…claro.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Controle remoto

Hora do almoço, Bristol, Inglaterra (Julho, 2010)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Restos de 2010 com neve

Seia: Novembro de 2010

Em Novembro de 2010 também esteve frio e neve: lembram-se?... A caminho de Seia, supostamente já em rota turística, deparamo-nos com algumas misérias e abandonos que polvilham as nossas andanças. Com efeito imediato, a mesma uniformidade escolta-nos a cada passo: cafés e restaurantes com roupagens semelhantes a todos os outros; pequenas ruínas industriais; campos e florestas sem definição. Casas antigas esquecidas com as sebes a servir de armadura.

A espaços, uma reminiscência inútil vota-nos a ao silêncio.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Restos de 2010 a Sul

Santiago do Cacém: Março 2010

Santiago do Cacém: Março 2010.


Apesar de tudo um aroma a mar: além, a Oeste, fica Sines, a cidade planeada permanentemente adiada. O porto estratégico, a solução industrial. Debalde.
Fiquei-me por Santiago. Enquanto aguardava que o trabalho me devolvesse à contramão da vida, vagueei primeiro pela parte mais recente da cidade, a que fica no sopé de um pequeno monte onde pontifica ainda o castelo e parte da cidade antiga. Rapidamente ficou demonstrado, pela quantidade de automóveis que subjugavam esta parte da cidade (e a outra também), que a modernidade assentou arraiais definitivos por estas bandas.
Na fuga que se seguiu em direcção ao castelo (cujas origens remontam ao século XII) e cidade antiga, pensei que talvez este tempo coalhasse os cérebros das pessoas, tornando-as simultaneamente vítimas e carrascos da ausência de memória e de um presente que julgam eterno e acabado: em suma, único.
Depois o telefone terá tocado: “Estou cá em cima” – lembro-me de ter respondido.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Restos: lá fora


CaixaForum Madrid, Outubro 2010

Previsível, geométrica, jovem. Nada de movida nem de má vida que não soubéssemos. O ruído do centro nocturno alertava-nos, a cada momento, para algo de pindérico, para não dizer bronco. E depois os museus e alguns parques como o do retiro. E depois a residência de estudantes que não visitamos, claro. O Salvador Dali em cada esquina inventada: e até numa exposição na CaixaForum com o Federico García Lorca.

Ainda assim, fumava-se em qualquer lado…

sábado, 22 de janeiro de 2011

Restos de 2010


Pombal, 30-12-10

Em Pombal chovia. Depois de Matos da Ranha, suspirava-se por um almoço. “É por ali mesmo” – devo ter pensado. Da ementa um bacalhau espiritual esquecível e uma frase lateral: “Andam a mamar em nós”. Vale a pena pelo castelo .



Miramar: Dezembro de 2010


Ao longo do caminho-de-ferro um vendaval de recordações assaltou-me. Gosto de estações de comboio e de apeadeiros, para que conste. Além, um condomínio fechado. Parece que havia um objectivo.

E depois o mar.