O seu gesto constituía uma maneira subtil de não esquecer que também se havia de transformar em pó. (Melville)
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

O poço da morte

Concelho de Águeda, (Março 2011)

Recordamo-nos da JAE, que entretanto terá mudado de nome. O caminho, a descer, sempre encerrou o mesmo modelo de desenvolvimento(?), ideal para cowboys no asfalto.

Assim vai o nosso país: decrépito e em inclinação inexorável.

terça-feira, 29 de março de 2011

Num espaço tremendo

Aguada de Baixo, Águeda (29-03-11)

Vindo de Avelãs de Caminho (nome inesquecível), empanturro em Aguada Este (de Baixo). Virei. Apenas uma curva e nada se esquece.

sábado, 19 de março de 2011

Enlevada ruína

Ponte românica(?), num afluente, segundo creio, do Vouga, Concelho de Águeda (18-03-11)


Ponte(s) sobre o Rio Vouga, Concelho de Águeda (18-03-11)
De passagem repetida, porque nem sempre as pontes nos levam para outro lado, dou por mim a pensar que o nosso país é bipolar: ora nos assombra sem qualquer melindre, como acima, ainda que por pouco tempo, ora nos entristece com espaços profundamente desconexos e disformes, desenraizados de qualquer conjunto. Estes ganham todo o terreno. Como diria um amigo meu, “ainda assim, prefiro as enlevadas ruínas”.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Estrangeiro


Águeda, (08-02-11)

Quando parei junto à ponte vindo, por um imprevisto sóbrio, de Avintes, enamorei-me por uma casa que julgo ser do século XIX. Apeteceu-me pular para dentro do seu espaço arruinado e ao mesmo tempo infalível na sua memória aparente, qual Meursault supostamente existencial do “O Estrangeiro”, de Camus, quando este se arroja para o caminhão em andamento. Por acaso estava sol, mas não matei ninguém.

E segui para Sul…